As/Os estudantes do 1º ao 5º ano do Instituto Capibaribe viveram uma experiência encantadora ao assistirem ao espetáculo “Sítio da Amizade”, apresentado no Teatro do Parque. A montagem, conduzida pela Orquestra Sinfônica de Lisboa, convidou as crianças a mergulharem em uma fábula musical onde som, imaginação e valores humanos se entrelaçam.
No palco, os instrumentos ganharam vida e identidade: flautim e flauta transformaram-se em pássaros, clarinetes em gatos, oboé e fagote em patos, enquanto a percussão evocava nuvens e os metais representavam animais como pônei, cachorro, elefante e porco. Essa construção lúdica permitiu que as/os estudantes compreendessem a música de forma intuitiva, associando timbres, ritmos e melodias a características e comportamentos.
A narrativa acompanha a jornada de um elefante em busca de abrigo durante uma tempestade. Ao chegar a um sítio habitado por diferentes animais, ele se depara com o desafio da rejeição por ser diferente. A história, no entanto, se desenvolve como um convite à reflexão sobre solidariedade, respeito à diversidade e tolerância, valores fundamentais trabalhados ao longo da experiência.
O espetáculo dialoga diretamente com o universo literário de Dan Brown, a partir da obra “A Sinfonia dos Animais”, criada em 2020. No livro, cada animal é apresentado por meio de poemas e composições musicais, proposta que ganha ainda mais força no palco, onde o imaginário se expande com a música ao vivo. A presença de um rato maestro e a personificação dos músicos reforçam o caráter lúdico e pedagógico da apresentação.
Mais do que um momento pontual, a ida ao teatro foi a culminância de um percurso pedagógico já iniciado em sala de aula, com as/os professores de Música, Movimento, Arte e Mediação de Leitura. Como uma audição musical participada, o concerto foi preparado previamente pelas/os professores, permitindo que as crianças chegassem ao espetáculo com repertório e curiosidade ampliados. Assim, a experiência se tornou ainda mais significativa, conectando aprendizagem, sensibilidade e vivência cultural.
Ao final, como na própria narrativa, todos se unem em uma grande orquestra — metáfora potente para a convivência: diferentes, mas em harmonia.
Veja o vídeo da visita: