Na última quarta-feira, 06 de maio, realizamos no Instituto Capibaribe a primeira Quarta tem Conversa de 2026, reunindo famílias e educadores/as para um diálogo necessário e urgente sobre os desafios da infância e da adolescência no ambiente digital. Com o tema Conexão Consciente: Família, Escola e o Cuidado Digital, o encontro aconteceu às 19h e contou com a participação da educadora sexual Julieta Jacob, parceira da escola há mais de 10 anos, e do Promotor de Justiça Maxwell Vignoli.
O debate trouxe reflexões importantes sobre os limites, os riscos e os cuidados necessários diante do uso cada vez mais precoce das tecnologias por crianças e adolescentes. Entre os temas abordados, estiveram a adultização da infância, a exposição a conteúdos inadequados e criminosos na internet e os impactos da chamada “era digital” no desenvolvimento emocional e social das crianças.
Durante a conversa, foi destacada a importância da recente discussão nacional sobre proteção da infância nos ambientes digitais, incluindo referências à chamada “Lei Felca”, que amplia o debate sobre responsabilidade, segurança e cuidado nas plataformas digitais. Os participantes ressaltaram que, muitas vezes, há uma falsa sensação de segurança: acredita-se que as crianças estão protegidas apenas por estarem dentro de casa ou no próprio quarto, quando, na realidade, podem estar expostas a conteúdos violentos, sexualizados ou inadequados para sua faixa etária.
O promotor Maxwell Vignoli chamou atenção para o fato de que a Constituição Federal já prevê regulamentações para conteúdos em rádio e televisão, mas que, na era das redes sociais, em que todos se tornaram produtores de conteúdo, muitos limites ainda permanecem difusos. Ao mesmo tempo, reforçou que, finalmente, a sociedade começa a olhar de forma mais séria para a proteção das crianças também no ambiente digital. Como destacou durante o encontro, proteger a infância é uma responsabilidade coletiva.
A conversa também reforçou o papel essencial das famílias e da escola nesse processo. O acompanhamento dos responsáveis sobre o que crianças e adolescentes acessam na internet foi apontado como indispensável, assim como a construção de uma parceria contínua entre escola e família na orientação sobre comportamento digital, convivência e segurança online.
Outro ponto importante abordado foi a necessidade de abrir espaços permanentes de diálogo sobre temas como bullying e cyberbullying, acolhendo não apenas as famílias das vítimas, mas também promovendo conversas e orientação junto às famílias dos agressores, buscando uma educação baseada na escuta, na responsabilidade e no cuidado coletivo.
Como contribuição prática para as famílias, o Instituto Capibaribe também sugere a leitura do Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais, lançado pelo Governo Federal, que reúne orientações importantes sobre tempo de tela, segurança, classificação indicativa e acompanhamento parental. Veja o guia
O encontro contou com a presença de famílias e integrantes da equipe pedagógica e foi gravado para o canal da escola no YouTube, ampliando o acesso ao debate e fortalecendo o compromisso da nossa escola com uma educação atenta aos desafios do presente e à proteção integral de crianças e adolescentes.
Veja a conversa completa aqui: