Os Jogos Participativos do Capibaribe são, há décadas, um dos momentos mais simbólicos do nosso calendário escolar. Um encontro que celebra movimento, convivência, história e pertencimento — e que, em 2025, ganhou ainda mais força ao dialogar com as sete décadas da nossa escola e com o tema que nos atravessa este ano: o futuro é ancestral.
A manhã foi dividida em dois grandes momentos. No pátio da escola, as turmas do Maternal ao 5º ano deram início às atividades com alegria, cooperação e muita energia. Cada turma fez um desfile que envolveu as crianças em um clima de colaboração, cuidado e descobertas, reafirmando que, no Capibaribe, esporte é também espaço de vínculo e de aprender com o corpo.
Para as turmas do 6º ao 9º ano, a abertura aconteceu na quadra do Instituto de Cegos, em uma cerimônia que percorreu as sete décadas de história do Capibaribe. A partir de intervenções poéticas, musicais e coreografadas, os estudantes revisitaram diferentes momentos do Brasil e da escola — da fundação inspirada por Paulo Freire ao período da ditadura, da redemocratização ao manguebeat, da revolução digital às mobilizações urbanas dos anos 2010. Cada década ganhou vida pela voz e pelo movimento dos alunos, que deram corpo à memória coletiva e afirmaram que nossa história é feita de resistência, invenção e comunidade.
Essa viagem no tempo culminou em um gesto simbólico: olhar para o futuro. Um futuro que honre nossas raízes, que cultive justiça, diversidade, sustentabilidade e igualdade. Um futuro construído a muitas mãos — como tem sido desde que o Capibaribe nasceu do sonho de educadores que acreditavam, e seguem acreditando, em uma escola que transforma.
Com os Jogos Participativos, reafirmamos algo essencial: a educação é movimento, e o movimento é sempre coletivo. Cada jogo, cada brincadeira, cada entrada em quadra é também um exercício de convivência, escuta, cooperação e respeito.
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